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Voluntariado

Ao Estado cumpre a organização de uma sociedade, assegurando, para tal, áreas imprescindíveis à sobrevivência humana, tais como a saúde, a educação e a justiça. No entanto, as assimetrias existentes mundialmente criam abismos económicos, culturais e sociais que comprometem, muitas vezes, a protecção de direitos inerentes à condição da pessoa humana.

Não há reconhecimento e protecção dos direitos humanos sem desenvolvimento e não há desenvolvimento sem investimento humano, material, intelectual e formativo.

E é nesta perspectiva de desenvolvimento que a Meninos do Mundo encara, assume a efectiva o voluntariado internacional. Voluntariado Internacional como sinónimo de semente de desenvolvimento.

A formação para o voluntariado internacional permite aos possíveis voluntários compreender melhor o significado do voluntariado (internacional) como resposta às necessidades de determinada sociedade, à cooperação e formas de o realizar; munirem-se de informações essenciais sobre a realidade de cada país em particular; sensibilizarem-se sobre os desafios de uma missão humanitária, adquirindo consciência dos seus limites e apreender conceitos como aculturação, respeito e tolerância pelo processo cultural distinto com que se confrontam, mesmo que isso, aparentemente, seja um obstáculo ao desenvolvimento.

A formação é imprescindível ao grupo enquanto “organismo único” com vista a uma intervenção humanitária com sucesso.
Firmeza, confiança, determinação e convicção nos seus propósitos serão fundamentais para uma entrega a um projecto que poderá ser de curta, média ou longa duração, esperando-se sempre um resultado de continuidade no trabalho levado a cabo, deixando alicerces para a implementação de infra estruturas na sociedade.

Acreditando que este Mundo ainda vai cumprir o seu ideal, a Meninos do Mundo tem desenvolvido várias iniciativas em países em vias de desenvolvimento, incidindo em várias áreas de intervenção (saúde, direito, psicologia, serviço social, artes plásticas, teatro e área formativa) em prol desse mesmo desenvolvimento.

  • Testemunhos dos Voluntários – Maria Inês Alexandrino

    Sábado, dia 9 de Julho de 2016, algo mágico começou para um grupo de 12 pessoas que cheios de vontade e em comunidade embarcaram para dar cara a uma semana de ajuda e partilha na magnifica ilha de São Tomé. Para mim, este foi, sem dúvida, um momento marcante, pois era o inicio de algo desconhecido, mas que eu sabia que nunca poderia correr mal ou não me encher o coração. E assim foi, 12 pessoas foram à conquista do que S. Tomé e Príncipe tinha para lhes oferecer.
    Esta viagem era muito importante, pois fazer voluntariado sempre foi uma coisa que esteve presente na minha vida desde pequena, sempre participei nas campanhas do Banco Alimentar desde os 6 anos, faço Missão País há dois anos e duas vezes por mês eu e o meu grupo de escuteiros vamos entregar comida aos sem-abrigo pela zona da Baixa.

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  • Testemunhos dos Voluntários – Carlos Xavier

    Ao início nem me apercebi, só quando aterrei em S. Tomé e Príncipe é que pensei para mim mesmo: “Ok, eu estou mesmo a fazer isto, já não posso voltar atrás”. Queria muito fazê-lo, mas era uma responsabilidade enorme, sentia um misto de ansiedade e, medo, de não conseguir estar à altura.

    Fomos avisados várias vezes sobre a realidade daquele país: O que poderíamos encontrar, como deveríamos agir. Mas por muito que nos fosse dito, como mais tarde iríamos perceber, nada nos podia realmente preparar para aquilo. É algo pessoal,  único: a forma como cada um de nós sente e, como cada um se envolve.

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  • Testemunhos dos Voluntários – “Tecas”

    Uma escuta corrosiva

    Quando era criança, o meu pai dizia-me: minha filha, como é que vivi 30 anos sem ti? Quando era criança a minha mãe dizia-me: eu amo-te. Quando era criança, ficava em casa e era acarinhada. Quando era criança, tinha uma casa, tinha um quarto, uma cama, um colchão. Quando era criança dormia com os meus brinquedos: na minha cama estavam sempre o Noddy e a Ursa Teresa. Quando era criança, via desenhos animados vezes sem conta. Tinha um computador, televisão. Quando era criança, comia e bebia. Quando era criança , ia ao médico e era tratada. Quando era criança , deitava-me no peito da minha mãe e adormecia em menos de dez minutos. Quando era criança , deitava-me no meio dos meus pais e ficava no quentinho. Quando era criança , tinha casacos para me poder abrigar do frio. Quando era criança , sorria. Desenhava. Saltava à corda. Jogava à bola.

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  • Testemunhos dos Voluntários – Maria Inês Alexandrino
  • Testemunhos dos Voluntários – Carlos Xavier
  • Testemunhos dos Voluntários – “Tecas”